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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Todas as estrelas do céu

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Será que as estrelas são iguais em todos os céus?
Será que o luar daqui é igual ao luar de lá?
Se eu fizer um pedido para uma estrela cadente,
será que ele vai chegar?
Não sei onde você está,
mas tenho certeza que você pode me ouvir cantar.

E depois de todos os defeitos,
será que esse laço foi desfeito?
Não entendo,
mas sei que todos os meus erros foram perfeitos.
Um dia, talvez.
Quem sabe há um meio de fazer você perder o receio?

Toda noite eu olho esse luar, abro o peito e o meu chão desaba.
A lágrima cai, mas não dói, só aumenta.
Se esse chão é de concreto,
minhas nuvens são de papel.
E meu amor é infinito
como todas as estrelas do céu.


Starry night over the Rhone (1888) – Vincent van Gogh

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Caminhos tortos

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Hoje eu acordei bem cedo e fui ver o mar,
sei que tudo tem um tempo pra passar.
Pelo menos é nisso em que
durmo acreditando.

Hoje estou tão cansado de tanto asfalto,
quero tirar as meias e aposentar os sapatos.
Quero correr até que o horizonte
encontre o mar.

Sei que todo o caos há de passar,
só rezo para ter alguém em quem me apoiar.
Leva o pranto e trás contigo
o meu sorriso.

Esse grito cego, pavor abafado,
mesmo isso não faz com que eu perca meu atalho.
Construí meu caminho e nele
vou até o fim.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Exageros

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Eu não caibo mais em mim, de tudo o que eu tentei ser, só restou a vontade. Essa tentativa vã de ser algo melhor do que se é agora, não que o melhor fosse mesmo o mais esperado, mas é apenas diferente. Olho-me no espelho e vejo arestas mal aparadas, onde cada ponta solta procura a carne próxima para furar, rasgar e gritar quão frouxo na verdade são os sentimentos cá dentro.

Encaro meu rosto e não acredito que a obra completa, na verdade, não passe de um rascunho mal acabado do que eu poderia ser, mas por acasos indigestos do destino, ainda não sou. E então fico me perguntando: um dia serei? Poderei ser uma obra acabada ao invés de um esboço meio apagado pelo tempo? Tenho medo de nunca ser e, por não ser, ficar presa ao enfadonho e nefasto era. Tenho a angústia das almas incompreendidas que vagam pelo mundo em busca de amor. Tenho a ânsia dos que buscam aquilo que nunca tiveram. E por esse nunca ter é que eu saberei ser porque, ao contrário dos outros, eu não caibo em mim. E das fronteiras inexistentes do ser eu me transbordo: em sentimento.

Das impossibilidades

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Ando cansada de impossibilidades, das tentativas reais na minha cabeça que, na verdade, não passam de ilusões. Ando cansada de desenhar pessoas perfeitas para mim quando tenho que me contentar com rascunhos mal acabados e sem alma. Enquanto tudo o que eu posso ser é suprimido, retalhado e amordaçado pela realidade, cada parte de mim morre um pouco, devagar e lentamente.

Da impossibilidade do ser, cansei do era, agora quero o será. Quero o futuro no agora porque já não há mais ontem para descrever o que sinto – como sinto? Ando procurando espaço entre as lacunas do ser para achar algo em que possa me segurar, entretanto sobrevivo à beira do abismo balançando-me entre dois trapézios que são sustentados por uma fé quase inexistente de que algo pode mudar. Mas não muda. E enquanto não muda, eu sobrevivo aqui, mergulhada na insustentável leveza do ser. Do era. Sou.


To the sea

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Cada gota desse oceano que nos separa é uma parte do meu amor, uma minúscula célula vagando rumo ao horizonte sem fim de sonhar. Cada pedaço desse mar é um querer sem fim, um desejar desmedido, mais do que uma paixão sem limites.

Acalma esse coração inquieto, apazigua essa tua alma fadada ao desespero. Se a ausência te assombra, deixa-te ser mais do que realmente és. Seja olhos, ouvido e coração. Dê tua alma e ganhe como retorno a bênção da redenção.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Descanso

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Pois é,
melhor deixar assim
que essa mansidão que
se tornou meu coração
não há de perdurar.

Avisa quando tudo acabar
já que não sou de me entregar.
Por hora deixa assim,
repousa teu sorriso em mim
e fim.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lost

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Cavei, cavei, cavei
até ficar profundo demais,
abstrato demais
difícil demais.
Aí eu parei e me perdi - em mim.

domingo, 31 de outubro de 2010

Alguns sonhos

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Eu tenho um sonho
e dele se alimenta
com migalhas a minha realidade
com sabor de ilusão,
que ata meus olhos
sem me deixar ver a cor do teu beijo.

Eu tenho um sonho perpétuo
que mais parece prece
em forma de canção,
e acorrentado a esses grilhões
meu coração ainda clama por emoção.

Eu tenho um sonho etéreo
e medo tenho dele se desfazer
esfarelado, escorrendo entre meus dedos.
Será que irá retornar ao pó de onde
um dia atrevi-me a resgatar-lhe?

Eu tenho um sonho eterno
e do mais presente, a ausência

apenas alimenta páginas em branco
com restos de lirismo
mal posicionados.

Sei que nada há
de fazer sentido,
antes eu estivesse dormindo.
Apenas sei que tenho um sonho
- e estou acordado.
É contigo!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O salto (pt. 1)

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De frente pro abismo, de costas pro medo, ele ouvia o silêncio e gritava o que é surdo. Caminhava por ruas quebradas construídas por cacos de sonhos que ele um dia se atreveu a ter. Caminhos desconhecidos conduziam-no para suas buscas irreais. Ele sangrava ódio e transpirava rancor. Não tinha mais sonhos, não acreditava, não sentia, ele apenas tinha - por ter, ele não era e por não ser, ele se atrevia a dar as costas. Dor, suor, abismo. Uma vida em apenas um salto.

domingo, 29 de agosto de 2010

Madrugada adentro

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Toda madrugada alcançamos a perfeição em toda a sua incompreensão. Ao te conhecer, me pus por um fio, e troquei todas as certezas por um punhado de desvarios. Dei a medir o tempo pelos teus beijos e a contar estrelas pelo brilho dos teus olhos. Pouco a pouco tua vida se tornou a minha e agora meus passos são dados por tuas pernas. Após cada dia desafortunado eu sei que há de vir o anoitecer e então eu poderei voar no teu mar e nadar no teu céu. Brinquei de mal com o mundo e abandonei meu exército perante você. Se juntos somos um e sozinhos apenas almas solitárias, como hei de partir se o meu coração precisa do sangue das tuas veias? A cada entardecer dei pra sonhar e me perder em delírios, romper com o mundo e esperar pelo teu sorriso porque agora, esse sonho é a minha realidade. Toda madrugada te espero porque quando tu vens, apenas você tem o poder para me salvar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dreamer

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Eu quero a resposta para todas as perguntas, quero conhecer tudo aquilo que é chamado de desconhecido. Quero encontrar o encaixe de todas as peças e juntar o par de todas as meias. Quero sumir com todas as dores do mundo e desenhar com giz de cera um sorriso em cada rosto. Quero encontrar a ponta do durex e fazer o biscoito não cair com a manteiga pra baixo. Quero que todo o mar tenha onda e todo dia seja ensolarado. Quero terminar todas as guerras e curar todas as chagas. Quero preencher toda folha em branco com palavras de esperança e, aos corações desiludidos, com amor. Distribuir um abraço a cada pessoa solitária e união a todas as famílias. Quero dar abrigo sempre que chover e um par de Havaianas quando fizer muito sol. Quero que todos tenham muitos amigos e alguém para amar. Eu quero que todos amem, amem e sejam correspondidos. Eu quero flores no jardim e a certeza de um futuro melhor, porque de fato ele pode ser. Na verdade tudo pode ser, é só a gente não desistir de sonhar.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Olhos nos olhos

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Pela primeira vez ela pudera ver através daqueles olhos. Por um instante eles tiveram uma conversa sincera para ambos. Sem segredos, sem jogos, sem dúvidas, apenas os dois e tudo o que eles insistiam em negar. Pela primeira vez ele sentia transbordar de seu coração um sentimento quente e intenso. Pela primeira vez ela pode tocar a alma dele. E ambos gostaram do que viram.

sábado, 6 de março de 2010

Lembranças

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Eu lembro de tudo. Foi intenso, mágico, quase surreal. Posso recordar o brilho dos teus olhos e toda a verdade que insistes em negar com palavras. Elas não nos são mais necessárias pois juntos, cada fibra do nosso corpo se mantém conectada. Palavras são inúteis, mas ainda sim insistimos em usá-las. E em meio ao maior momento de prazer surge, quase que simultaneamente, o balbuciar da mesma frase: "Eu te amo!".

Cada músculo cansado repousa um sobre o outro enquanto você me olha com uma cumplicidade, quase infantil, de quem sabe que fez uma travessura. Olhares trocados, palavras guardadas, tato, suor, pele, saliva, alma. Ah, alma! Quem dera ter mais alma para dar! De alguma forma você conseguiu me libertar da dor e agora, só ao seu lado consigo ser eu mesma.

Em meio a um rompante surge um som incômodo que me faz revirar na cama. Olho pro lado e vejo o vazio, frio e surge um gosto amargo de fel nos lábios. Hoje eu acordei sentindo falta. Eu lembro de tudo. Foi intenso, mágico, quase surreal. Pena que não aconteceu.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O guerreiro e a armadura

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Cada lágrima que nos recusamos a derramar sempre volta. Sempre. Cada dor que insistimos em abstrair acaba ganhando cada vez mais força. Somos moldados a não acreditar no mundo e a esperar sempre o pior das pessoas. Crescemos ouvindo as trombetas da glória eterna ressoarem e os anjos entoarem os mesmos cânticos: "pessoas fortes não choram, não tenha sentimentos, isso só te torna fraco!". Os sentimentos nos tornam fracos mas nos transformam em humanos.

Algumas pessoas a cada manhã sobem num pedestal e se revestem com a armadura do ouro mais reluzente que puderem encontrar. No fim do dia entretanto, esquecem de se despir da fortaleza e recuperar a humanidade. Desaprendem a chorar, perdem a capacidade de pedir ajuda. São criados para serem soldados de infantaria: bravos, fortes, auto-suficientes. E no fim no dia, no fim da batalha, quando repousarem em seu leito, só restará o ouro da armadura porque a alma, a real essência foi perdida há tempos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Procure

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Procure por alguém.
Procure por uma pessoa que seja importante, alguém que realmente valha à pena.
Procure por aquele que irá conseguir lhe arrancar um sorriso quando você mais estiver sofrendo.
Procure por alguém que você possa ligar às duas da manhã e conversar como se fosse meio-dia.
Procure por alguém que não te julgue, apesar de algumas vezes não concordar com suas atitudes.
Não procure pelo igual, mas sim pelo diferente. O igual irá passar a mão na sua cabeça. O diferente lhe dará um tapa no rosto, mas será somente porque te ama.
Procure pelo companherismo incondicional, aquela pessoa que, quando você precisar, fará qualquer coisa para lhe ajudar.
Procure não somente no sorriso e na alegria, mas principalmente entre as lágrimas e em meio a toda dor.
Procure pelo abraço, pelo carinho, pela compreensão, pelo apoio, e pelas críticas.
Procure pelo amor.

Algumas pessoas passam a vida inteira procurando uma única pessoa. Seu amor, sua alma-gêmea, aquela que irá lhe apoiar em tudo. Alguns conseguem encontrar essa pessoa tão esperada, outros infelizmente não tem o mesmo destino. E alguns outros mais sortudos conseguem encontrar um punhado dessas pessoas, aquelas que sempre estiveram ao seu lado, aqueles que você simplesmente pode chamar de amigos.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Homens não choram

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Estava chovendo mais do que João jamais tivesse visto na vida e, de certa forma, ele sabia que era por sua causa. Por apenas um momento ele sentiu que a natureza estava sendo cúmplice da sua dor. Talvez cada gota de chuva que rolava pelo asfalto fosse na verdade uma lágrima escondida no coração do garoto que cresceu para ser forte. Mas o que era ser forte? João sequer detinha controle da sua vida, quem dirá de seus sentimentos. Cresceu ouvindo seu pai fazendo planos para um futuro grandioso e repetindo sempre as mesmas frases: "Filho, homens não choram", "Não seja um fraco que se deixa levar por qualquer coisa", "Passe por cima de quem for para conseguir o que quer". João não sabia o que nada daquilo significava e agora, pela primeira vez sem ter seu pai para lhe dizer o que fazer, também não sabia o que sentir. Apenas tinha certeza de uma coisa: Homens não choram. Mas hoje, cada gota de chuva que rolava no asfalto parecia uma lágrima. E talvez realmente fosse.


domingo, 17 de janeiro de 2010

No fim do dia

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Ao final de cada dia analise tudo o que você fez, tudo o que viveu e idealizou. Você foi atrás do que realmente te faz feliz? Lutou verdadeiramente por isso? Fez tudo o que podia para ver seu sonho fora do papel? Ou se achou fraco demais para merecer algo grandioso e preferiu continuar se sentindo incompleto?

Durante todo seu dia você enfrentou algo que de fato lhe deixasse assustado? Enfrentou seu medo mais mortal de frente? Ou preferiu recuar achando que "hoje não era o seu dia"? Você aproveitou alguma oportunidade irrecusável ou estava tão preocupado com banalidades que a deixou escapar? Ou pior, nem sequer estava preparado para ela?

Já lutou por um ideal? Defendeu uma ideia? Superou algum limite? Analise o dia de hoje e veja quão recompensador ele foi pra você, mas se por acaso você não fez nada disso não tem problema. Se pelo menos uma vez durante o dia você conseguiu fitar os olhos de alguém e, com total sinceridade disse "eu te amo", então meu amigo, o seu dia valeu muito à pena.

domingo, 27 de setembro de 2009

Você

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Um dia você percebe que os muros que você mesmo construiu ao seu redor desmoronaram. Todas as suas defesas foram por água abaixo e você se encontra assim, desprotegido. Um dia você percebe que os pilares sólidos do seu castelo na verdade são feitos de areia, e que de uma hora pra outra tudo pode cair por terra. Um dia você acorda e não se reconhece no espelho, acha-se estranho, amorfo, sem vida. Um dia você percebe que, assim do nada, alguém levou sua alma, mas aí já é tarde demais. Você não é tão forte quanto pensava. Você nunca mais será o que um dia fostes. Você não é ninguém.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Óculos

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"Por que você não olha pra mim?
Me diz o que é que eu tenho de mal.
Por que você não olha pra mim?
Atrás dessa lente tem um cara legal..."

Óculos - Os Paralamas do Sucesso

Se você soubesse a falta que faz...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

(RE) início

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Toda mudança causa receio. Eu mudei de escola umas 10 vezes em toda minha vida acadêmica, mas ainda me lembro da primeira. A sensação de se entrar em um lugar e todos os olhares voltarem-se pra você pode até parecer atraente para alguns, mas não é nem um pouco legal quando se tem 6 anos. Enfim, os anos passaram, alguns olhares continuam me perseguindo, mas a necessidade de mudança permanece. Eu queria voltar a escrever, queria muito mesmo, mas como sempre senti medo. De quê? Sei lá, de parecer fútil, de não ter assunto, de descobrir que acabei me perdendo em minha própria essência, medo do nada, vai entender. Várias vezes parei, peguei uma folha, uma caneta e do nada, começava a escrever. Daí vinha um monte de coisa, tantas que eu sequer conseguia separá-las e informação demais cansa. Percebi que tinha muitos sentimentos presos e que não poderia libertá-los assim, de uma vez só, então resolvi começar do início.


Início. Percebi que Newton estava certo. "Um corpo tende a permanecer em repouso se nenhuma força agir sobre ele." (ou algo do tipo, sempre fui péssima em física... rs). A tendência a estagnação é inerente ao ser humano. Se pararmos pra pensar é cômodo e muuuuiito confortável agirmos e pensarmos da mesma forma sempre. Muito cômodo, porém cansativo e tédio mental é uma coisa da qual não me permito! Hoje eu decidi voltar, não somente a minha vida dupla de pessoa "normal" de dia e projeto de escritora nas horas vagas. Decidi voltar ao que me faz bem. Isso inclui atender 50 clientes perturbados querendo sua conexão funcionando? Bem, se isso está me ajudando tanto quanto acho que está, inclui sim. O retorno não está preso ao vasto universo literário, afinal sou bem mais do que algumas linhas. É o retorno das minhas origens, aos meus sentimentos mais escusos, aos desejos reprimidos, aos sonhos abafados. Retorno à vida de universitária, ao desejo de matar aula, de mudar o mundo (eu ainda quero mudar o mundo!) e de, sei lá, do nada, tentar fazer a diferença. Retorno ao meu verdadeiro espírito e finalmente retirar esse sorriso amarelo dos lábios e trocá-lo por aquele largo e despretensioso. Se eu vou conseguir? Sei lá, quem há de saber, mas a jornada é longa demais pra nos preocuparmos com o destino, apenas curta o caminho!



Err, do que que eu tava falando mesmo? Ah sim, a mudança! A mudança que faz você ter um novo início passando por um meio sem se preocupar com um fim. Isso fez sentido pra alguém? Nem pra mim! Whatever, eu estou de volta!