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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Descanso

0 ficaram (des) consertados
Pois é,
melhor deixar assim
que essa mansidão que
se tornou meu coração
não há de perdurar.

Avisa quando tudo acabar
já que não sou de me entregar.
Por hora deixa assim,
repousa teu sorriso em mim
e fim.

domingo, 31 de outubro de 2010

Alguns sonhos

1 ficaram (des) consertados
Eu tenho um sonho
e dele se alimenta
com migalhas a minha realidade
com sabor de ilusão,
que ata meus olhos
sem me deixar ver a cor do teu beijo.

Eu tenho um sonho perpétuo
que mais parece prece
em forma de canção,
e acorrentado a esses grilhões
meu coração ainda clama por emoção.

Eu tenho um sonho etéreo
e medo tenho dele se desfazer
esfarelado, escorrendo entre meus dedos.
Será que irá retornar ao pó de onde
um dia atrevi-me a resgatar-lhe?

Eu tenho um sonho eterno
e do mais presente, a ausência

apenas alimenta páginas em branco
com restos de lirismo
mal posicionados.

Sei que nada há
de fazer sentido,
antes eu estivesse dormindo.
Apenas sei que tenho um sonho
- e estou acordado.
É contigo!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Cadê?

0 ficaram (des) consertados
Cheguei com a pressa
de quem confessa
nunca se planejar.

Entrei pela janela
porta aberta
coração acelerado.

Olhei,
vi escuro
tomei um susto;
era absurdo!

Com a palavra guardada
eu esperava, esperava
e nada!

Poderia ser por ele,
poderia ser pelo outro,
mas foi por você.

Meu abraço ainda está guardado
no peito abafado, doido pra te ter.




quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Poema para um verso

1 ficaram (des) consertados
Eu tenho um verso
preso aqui dentro que teima
em não querer pular
para o papel.

Ele andava quietinho
mas eu o vim perturbar
em meio ao doce silêncio
que teima em bradar nos meus ouvidos.

Mas os versos são sensíveis
não gostam de ser importunados;
são geniosos e só nos visitam
na hora que bem entendem.

Alguns são faceiros e alegres
outros, briguentos e carrancudos
mas este que está preso
não é uma coisa nem outra.

Ele é tímido, e como tal
adora se esconder, me faz
trocar o ´´R`` pelo ´´L``
numa enorme confusão lingüística.

Este verso é malandro
ele quer fazer-se esquecer
pra depois numa manhã de domingo
ele sair assim, inteiro, de uma vez.

Viu?