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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

8 ou 80

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E sete meses depois eu resolvo finalmente tirar o pó daqui e... recomeçar. A última postagem data de 14 de janeiro e durante esse tempo todo me perguntei se valia "reacender" essa chama. Daí me peguei confusa, triste e sufocada e percebi que, o que não era dito estava me matando. Cada palavra que não via a luz do dia era engolida a seco causando o que eu acabei de apelidar de indigestão criativa (rs). Não importa se é real ou abstrato, moralista ou abominável, se antes o excesso de crítica me impedia de dizer, agora vamos direto ao ponto estando certo ou execravelmente errado. Engoli demais, agora eu quero vomitar. Bom dia, boa tarde, boa noite, você está no Des-consertando e pela minha lei aqui é 8 ou 80. Sem meias palavras, sem meias verdades, apenas o meio incompreensível. Divirta-se!

8 ou 80 - Pitty
Todo mundo tem segredo
Que não conta nem pra si mesmo
Todo mundo tem receio
Do que vê diante do espelho.

Eu só quero o começo
Me entedia lidar com o meio
Quero muito, tenho apego
Já não quero e só resta desprezo.

Nem sempre ando entre os meus iguais
Nem sempre faço coisas legais
Me dou bem com os inocentes
Mas com os culpados me divirto mais.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vinte e seis de outubro

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Nunca gostei de fazer aniversário e sempre reclamei um pouco disso. Ninguém nunca entendeu, afinal como pode alguém não gostar do próprio aniversário? É, eu não gosto. Com 23, o problema não é o transcorrer dos anos e nem o que fica pra trás com isso. O problema é tudo aquilo que se espera e nunca vem. É o grito mudo que fica entalado na garganta. É esperar exaustivamente pelo que nem se tem mais esperanças.

Sabe, o problema não é o que fica, isso é necessário, eu sei. O problema é tudo o que chega e não sabemos como lidar. Tudo o que chega e as pessoas que chegam. Tenho medo de não saber acolher as pessoas como elas merecem e acabar afastando-as.
Fora isso sabe o que pega? Ninguém nos ensina como é crescer. Não tem cartilha, tutorial ou professor. Ninguém nos diz quando temos que crescer (ou como crescer). Já me falaram que era difícil mas nunca se consegue mensurar de fato. Difícil é pra todos e tenho a impressão de que ninguém na verdade sabe lidar com isso. Crescer dói.

Além disso, além dos anos, das dúvidas, do que fica pra trás e aquilo que chega, nada seria um problema se o grande medo não fosse um só: o de se perder. Porque nessa passagem do tempo, por cada volta que os anos dão, por cada dia que me obriga a crescer mais rápido e de forma assustadora, o que amedronta é a possibilidade de, em alguma curva dessa estrada, eu acabar me perdendo. O medo maior de perder a fé e a inocência que ainda insistem em habitar meu coração, medo de perder esse sorriso bobo acompanhado de um jeito quase infantil. Medo de, por ter que crescer rápido, acabar me tornando alguém que eu não quero ser. Medo de me descobrir uma fraude e, pior, como conseqüência disso, não conseguir mais passar pro papel o que eu sinto. Seria como morrer afogada em minhas próprias palavras. 

Hoje, agora com 23, ainda tenho tudo isso, só não sei até quando. E não sei qual desses “26 de outubro” que ainda estão por vir irá me tirar isso, nem sei se esse medo todo é fundamentado, apenas queria compartilhá-lo, afinal as pessoas também fazer aniversário nos dias 27, 28, 29, 30... e medo todo mundo tem.

E assim, meio sem pretensão alguma termino esse texto, um diálogo torto entre eu e mim. E se alguém chegou até aqui, deixo meu agradecimento à vocês. E até o ano que vem!

“Vivernão é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo.”  - Guimarães Rosa

domingo, 22 de agosto de 2010

E se?

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E se você desistir? Você irá se sentir melhor? Essa dor no seu coração finalmente cessará? Você acha que ficaria mais fácil? Calmo? Seguro? Se nada é do jeito que você quer, não será sua responsabilidade mudar o que não gosta? Será que a força que você procura não está em si mesmo? Será que a dor é tão grande que você realmente não pode suportar? Lá fora do seu quarto tem um mundo, e ele é maravilhoso, mas pode ser muito cruel também. Ele é exigente com todos os seus filhos.

Pare de se esconder debaixo do seu cobertor e tome a vida em suas mãos. Reinvente-se, crie, modifique. Destrua e faça de novo. Tudo igual. Tudo diferente. Depois mude de novo, de novo e de novo. Mude até não restar mais nada. Mude até você mudar de ideia. Mude até de fato a mudança acontecer. Você não é grande, pequeno, forte ou fraco, você é apenas uma pessoa no meio de tantas outras. Pode ser pouco mas acredite, você é mais do que suficiente e pode sim fazer toda a diferença. Apenas acredite - e nunca desista de tentar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

No fim do dia

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Ao final de cada dia analise tudo o que você fez, tudo o que viveu e idealizou. Você foi atrás do que realmente te faz feliz? Lutou verdadeiramente por isso? Fez tudo o que podia para ver seu sonho fora do papel? Ou se achou fraco demais para merecer algo grandioso e preferiu continuar se sentindo incompleto?

Durante todo seu dia você enfrentou algo que de fato lhe deixasse assustado? Enfrentou seu medo mais mortal de frente? Ou preferiu recuar achando que "hoje não era o seu dia"? Você aproveitou alguma oportunidade irrecusável ou estava tão preocupado com banalidades que a deixou escapar? Ou pior, nem sequer estava preparado para ela?

Já lutou por um ideal? Defendeu uma ideia? Superou algum limite? Analise o dia de hoje e veja quão recompensador ele foi pra você, mas se por acaso você não fez nada disso não tem problema. Se pelo menos uma vez durante o dia você conseguiu fitar os olhos de alguém e, com total sinceridade disse "eu te amo", então meu amigo, o seu dia valeu muito à pena.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Quando eu crescer...

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Eu já quis ser astronauta, bióloga, policial, cineasta, desenhista, jornalista, veterinária, bombeira, advogada, publicitária ... já quis fazer muita coisa e nenhuma delas com ligação alguma (rs!). Seria um tanto normal se eu não tivesse descoberto que não tenho talento para nenhuma dessas coisas e, na verdade, para nada!

Enfim, me vi em uma encruzilhada onde simplesmente não conseguia me enquadrar em campo algum, nem mesmo no que eu estava me propondo a fazer (a bendita publicidade!) então, o que eu poderia fazer? Ora, o mais óbvio: algo cansativo, monótono e repetitivo que me desse uma aposentadoria em 35 ou 40 anos (se até lá a Previdência não falir de vez); algo que se algum dia simplesmente parasse de ser feito, ninguém iria notar a diferença. Nunca tive muitas certezas na vida, e pra ser sincera nem corro atrás delas, mas se tem uma coisa que eu gostaria de fazer era ajudar as pessoas com meu trabalho, da forma que fosse. Mas qual seria meu trabalho? Eu não sei fazer nada e simplesmente ter ideias não se caracteriza como uma profissão.

Minha pretensão nunca foi enganar ou manipular as pessoas, mas na verdade relembrá-las de algo que a muito tempo todos esqueceram, incluindo você. Sabe aqueles sentimentos que você tinha quando era criança, tipo "uau! estou vendo isso pela primeira vez na vida!"? É mais ou menos por aí, é esse espanto, a sensação de ver ou sentir algo pela primeira vez, é aquela tenra inocência, a lágrima que escapa quando achávamos que o herói do nosso desenho favorito tinha morrido e no episódio seguinte lá estava ele são e salvo. É a sensação de acordar no meio da noite e correr para a cama dos pais. O primeiro banho de chuva, o primeiro beijo na chuva, o primeiro amor, a primeira... (rs!). Ir ao show da sua banda favorita. O pôr-do-sol ao lado de alguém especial. Aquele banho quente depois de um dia de trabalho cansativo, correr descalço ou pegar manga do pé. São pequenas coisas, mínimos gestos ou situações que simplesmente deixamos de passar por estarmos ligados no piloto automático. É o deixar-se surpreender pelas coisas do dia-a-dia.

As pessoas simplesmente esqueceram o que é o amor e precisam de alguém que as guie pelo caminho de volta - sim, ainda há retorno! Hoje ninguém mais sabe o que é ter um sentimento completamente desprendido de segundas intenções. Nós nos esquecemos de como é bom ver mundo através dos olhos de uma criança. Nos falta fantasia. Nos falta emoção. Nos falta fé. Esquecemos quão bom é acreditar, seja em Deus, no amor, nas pessoas ou até em você mesmo. Esquecemos do nosso poder, não de manipular, mas de mudar de fato o mundo, fazer dele um lugar melhor. Eu também havia perdido essa fé e recuperei da forma mais simples possível: abrindo o coração. Depois disso eu descobri que talvez minha missão não seja simplesmente ter ideias, isso com algum esforço todos podem ser, mas descobri que talvez eu possa resgatar dentro de cada um aquela esperança perdida que está aguardando um único momento para resplandescer novamente. Não posso garantir que funcione, que vai dar certo ou se conseguirei, isso aí é outra história, mas eu prometo tentar. Ah, isso eu juro! Considerem como um prefácio.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Um momento

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Algumas vezes a gente é tentado a esperar o momento certo.

- Quero esperar mais um pouco pra arrumar um emprego melhor.
- Vou esperar até minha vida se ajeitar.
- Espera a poeira baixar que é melhor.

Esperar, aguardar... e se nada disso chegar a acontecer? E se no meio do caminho os planos mudarem? Algumas pessoas esperam o futuro pra viver o presente, mas e se o futuro não vier? Ou se ele vier de outra forma que não é aquela que esperávamos? E se um meteoro cair na Terra e o mundo acabar?

A incerteza que ronda o futuro não deve pairar em nosso presente. O presente é agora, é um instante, uma lágrima, um beijo ou um adeus. O presente é real, palpável e tangível, ele é um momento que antes, que percebamos, vira passado. Pode ser uma lembrança sensacional ou nos trazer o gosto amargo de fel aos lábios. Está em suas mãos. O presente é um momento, pode ser mágico ou trágico, a maneira como o encaramos é o que determina tudo.