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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Das coisas que não entendo: buquê de flores

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Tá, tem muita coisa estranha por esse mundo afora e eu não entendo a maioria delas, mas essa é especial. Calma, segurem as pedras por enquanto e vamos lá para o meu ponto de vista torto da história.
Você, mulher linda e bem resolvida, romântica e prestes e se casar com o homem da sua vida leu esse título e pensou “WHATAHELL?!?” (e você que tá encalhada também, que eu sei). Sim, não entendo o significado do buquê/bouquet de flores. Tanto não entendo que não sei nem qual das duas formas de escrita está correta (pela googlada que eu dei parece que ambas estão corretas, mas vai que…).  Quer dizer, entendo sim, rosas são românticas, simbolizam a paixão e blábláblá Whiskas Sachê, aí o cara querendo agradar leva um caminhão de flores e deixa a garota morrer soterrada debaixo de tanto mato. Sim, porque juntou um bando de planta pra mim virou mato. Tá, eu não sou romântica e talvez nunca tenha encontrado alguém que me faça acreditar nisso, mas qual o intuito de encher a pobre da garota com um chumaço de mato com um cheiro estranho embrulhado naquele papel barulhento? Tá querendo dizer o quê? Que ela precisa beber água senão vai murchar? “Não! Ele quer dizer que a minha beleza não se compara à de todas as flores do mundo! S2″. Avá! E você acredita mesmo nisso? Tsc, tsc, tsc.

Sabe no que eu vejo sentido? Em uma flor. Uma rosa, uma orquídia, um girassol. Uma flor, aquela escolhida com todo cuidado, assim como ele fez com você. A única, the only one, nisso sim eu acredito. Vai lá, Brasil, agora tá liberado, podem tacar as pedras, sou um caso perdido mesmo (rs).

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vinte e seis de outubro

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Nunca gostei de fazer aniversário e sempre reclamei um pouco disso. Ninguém nunca entendeu, afinal como pode alguém não gostar do próprio aniversário? É, eu não gosto. Com 23, o problema não é o transcorrer dos anos e nem o que fica pra trás com isso. O problema é tudo aquilo que se espera e nunca vem. É o grito mudo que fica entalado na garganta. É esperar exaustivamente pelo que nem se tem mais esperanças.

Sabe, o problema não é o que fica, isso é necessário, eu sei. O problema é tudo o que chega e não sabemos como lidar. Tudo o que chega e as pessoas que chegam. Tenho medo de não saber acolher as pessoas como elas merecem e acabar afastando-as.
Fora isso sabe o que pega? Ninguém nos ensina como é crescer. Não tem cartilha, tutorial ou professor. Ninguém nos diz quando temos que crescer (ou como crescer). Já me falaram que era difícil mas nunca se consegue mensurar de fato. Difícil é pra todos e tenho a impressão de que ninguém na verdade sabe lidar com isso. Crescer dói.

Além disso, além dos anos, das dúvidas, do que fica pra trás e aquilo que chega, nada seria um problema se o grande medo não fosse um só: o de se perder. Porque nessa passagem do tempo, por cada volta que os anos dão, por cada dia que me obriga a crescer mais rápido e de forma assustadora, o que amedronta é a possibilidade de, em alguma curva dessa estrada, eu acabar me perdendo. O medo maior de perder a fé e a inocência que ainda insistem em habitar meu coração, medo de perder esse sorriso bobo acompanhado de um jeito quase infantil. Medo de, por ter que crescer rápido, acabar me tornando alguém que eu não quero ser. Medo de me descobrir uma fraude e, pior, como conseqüência disso, não conseguir mais passar pro papel o que eu sinto. Seria como morrer afogada em minhas próprias palavras. 

Hoje, agora com 23, ainda tenho tudo isso, só não sei até quando. E não sei qual desses “26 de outubro” que ainda estão por vir irá me tirar isso, nem sei se esse medo todo é fundamentado, apenas queria compartilhá-lo, afinal as pessoas também fazer aniversário nos dias 27, 28, 29, 30... e medo todo mundo tem.

E assim, meio sem pretensão alguma termino esse texto, um diálogo torto entre eu e mim. E se alguém chegou até aqui, deixo meu agradecimento à vocês. E até o ano que vem!

“Vivernão é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo.”  - Guimarães Rosa