De frente pro abismo, de costas pro medo, ele ouvia o silêncio e gritava o que é surdo. Caminhava por ruas quebradas construídas por cacos de sonhos que ele um dia se atreveu a ter. Caminhos desconhecidos conduziam-no para suas buscas irreais. Ele sangrava ódio e transpirava rancor. Não tinha mais sonhos, não acreditava, não sentia, ele apenas tinha - por ter, ele não era e por não ser, ele se atrevia a dar as costas. Dor, suor, abismo. Uma vida em apenas um salto.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
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