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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

No fim, em fim

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Hoje acordei e me vi em fim. Fim de trajeto, fim de história. Finalmente entendi que essa jornada cega só tem algum sentido quando guiada pelo coração. Vi que sou capaz de aprender até mesmo com quem recusa-se a ensinar. Percebi que cada cicatriz é, na verdade, uma linha a mais no meu livro da vida. Não ando mais vertendo lágrimas, mas se tiver que chorar, será sem vergonha do que sinto. E que todas as dificuldades sejam encaradas como um amigo contando uma história. Enchi minha mochila só com os melhores sentimentos e parti. Me vi em fim e finalmente pude fazer o que mais gosto: recomeçar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

(RE) descobrindo

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Depois de um período sabático e até meio introspectivo, resolvi retornar ao vasto mundo das palavras. Precisava de um tempo, mas não qualquer tempo. Reflexão exige cuidado, paciência e disposição. Se descobrir dá trabalho, além do imaginado, pode acreditar.

Estava em uma fase estranha, nada fazia muito sentido e quando algo não tem significado não há motivo para fazê-lo. E aí é hora de REcomeçar e se REdescobrir (trocadilhos à parte). Depois de anos, empunhar novamente a pena e encarar a folha em branco chega a ser assustador (entrei em pânico!). É doloroso o processo, queima, machuca. É como se tirassem algo da gente, algo que incomoda, que simplesmente "tá sobrando" e deseja ardentemente sair e "conhecer o mundo". É praticamente um parto. Literalmente. Mas quando "nasce" é incrivelmente mágico, uma sensação de alívio nos toma mas, depois do primeiro vem também a sensação de insatisfação e daí, as ideias pulam como milho em uma panela quente.

Como o hábito da escrita também tem que ser exercitado, estou aqui pra dar início a mais essa nova etapa. Sempre gostei de trabalhar e desenvolver ideias. Acho fascinante o "trabalho mental", o exercício da argumentação, da dialética e da exposição de ideias. Bem, limites pré-estabelecidos, vamos aos desafios! E haja folha em branco pra colocar pra fora tantas ideias guardadas por tanto tempo.

Deseje-me boa sorte!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

(RE) início

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Toda mudança causa receio. Eu mudei de escola umas 10 vezes em toda minha vida acadêmica, mas ainda me lembro da primeira. A sensação de se entrar em um lugar e todos os olhares voltarem-se pra você pode até parecer atraente para alguns, mas não é nem um pouco legal quando se tem 6 anos. Enfim, os anos passaram, alguns olhares continuam me perseguindo, mas a necessidade de mudança permanece. Eu queria voltar a escrever, queria muito mesmo, mas como sempre senti medo. De quê? Sei lá, de parecer fútil, de não ter assunto, de descobrir que acabei me perdendo em minha própria essência, medo do nada, vai entender. Várias vezes parei, peguei uma folha, uma caneta e do nada, começava a escrever. Daí vinha um monte de coisa, tantas que eu sequer conseguia separá-las e informação demais cansa. Percebi que tinha muitos sentimentos presos e que não poderia libertá-los assim, de uma vez só, então resolvi começar do início.


Início. Percebi que Newton estava certo. "Um corpo tende a permanecer em repouso se nenhuma força agir sobre ele." (ou algo do tipo, sempre fui péssima em física... rs). A tendência a estagnação é inerente ao ser humano. Se pararmos pra pensar é cômodo e muuuuiito confortável agirmos e pensarmos da mesma forma sempre. Muito cômodo, porém cansativo e tédio mental é uma coisa da qual não me permito! Hoje eu decidi voltar, não somente a minha vida dupla de pessoa "normal" de dia e projeto de escritora nas horas vagas. Decidi voltar ao que me faz bem. Isso inclui atender 50 clientes perturbados querendo sua conexão funcionando? Bem, se isso está me ajudando tanto quanto acho que está, inclui sim. O retorno não está preso ao vasto universo literário, afinal sou bem mais do que algumas linhas. É o retorno das minhas origens, aos meus sentimentos mais escusos, aos desejos reprimidos, aos sonhos abafados. Retorno à vida de universitária, ao desejo de matar aula, de mudar o mundo (eu ainda quero mudar o mundo!) e de, sei lá, do nada, tentar fazer a diferença. Retorno ao meu verdadeiro espírito e finalmente retirar esse sorriso amarelo dos lábios e trocá-lo por aquele largo e despretensioso. Se eu vou conseguir? Sei lá, quem há de saber, mas a jornada é longa demais pra nos preocuparmos com o destino, apenas curta o caminho!



Err, do que que eu tava falando mesmo? Ah sim, a mudança! A mudança que faz você ter um novo início passando por um meio sem se preocupar com um fim. Isso fez sentido pra alguém? Nem pra mim! Whatever, eu estou de volta!