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domingo, 22 de agosto de 2010

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1 ficaram (des) consertados

Pensei por muito tempo sobre o que eu deveria fazer com o "desconsertando". 33 posts atrás eu iniciei uma jornada rumo ao que eu achava que sabia fazer - escrever. Sim, achava que sabia, porque depois de tentar colocar à prova o que eu era capaz, na maioria das vezes eu era reprovada por uma única pessoa: eu. Poderia enumerar milhares de motivos para o excesso de autocrítica mas em suma, se você não tiver um pouco de senso sobre o que faz, quem o terá? Mas aí alguém me disse uma vez que "o que não é bom pra você pode ser bom pra outra pessoa" e eu fiquei pensando nisso. De fato, se fosse contar quantos desses posts eu acho realmente bons e quantos as outras pessoas acham bons, veríamos uma clara diferença. Pensei em excluir, em parar, em largar o "vício" que mais em entorpece, mas ao pensar em deixar todas as palavras trancadas dentro de mim minha cabeça lateja em reprovação. É como se eu precisasse expô-las, como se elas necessitassem da luz do dia como qualquer um de nós precisa de ar em nossos pulmões. A ideia de simplesmente parar já é recorrente e toda a vez que ela ressurge eu sou açoitada por frases incongruentes e verbos defectivos. Eu não quero, mas elas precisam sair e já não cabe mais a mim julgá-las como boas ou ruins. Um filho é tão amado quanto possa ser e prometo que nunca mais irei preterí-los. A mim compete a função de dar-lhes à luz, ao mundo a de achar alguma utilidade para elas. E se pelo menos isso fizer a diferença na vida de uma pessoa sequer, já terei minha tarefa tida como paga.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

(RE) descobrindo

1 ficaram (des) consertados
Depois de um período sabático e até meio introspectivo, resolvi retornar ao vasto mundo das palavras. Precisava de um tempo, mas não qualquer tempo. Reflexão exige cuidado, paciência e disposição. Se descobrir dá trabalho, além do imaginado, pode acreditar.

Estava em uma fase estranha, nada fazia muito sentido e quando algo não tem significado não há motivo para fazê-lo. E aí é hora de REcomeçar e se REdescobrir (trocadilhos à parte). Depois de anos, empunhar novamente a pena e encarar a folha em branco chega a ser assustador (entrei em pânico!). É doloroso o processo, queima, machuca. É como se tirassem algo da gente, algo que incomoda, que simplesmente "tá sobrando" e deseja ardentemente sair e "conhecer o mundo". É praticamente um parto. Literalmente. Mas quando "nasce" é incrivelmente mágico, uma sensação de alívio nos toma mas, depois do primeiro vem também a sensação de insatisfação e daí, as ideias pulam como milho em uma panela quente.

Como o hábito da escrita também tem que ser exercitado, estou aqui pra dar início a mais essa nova etapa. Sempre gostei de trabalhar e desenvolver ideias. Acho fascinante o "trabalho mental", o exercício da argumentação, da dialética e da exposição de ideias. Bem, limites pré-estabelecidos, vamos aos desafios! E haja folha em branco pra colocar pra fora tantas ideias guardadas por tanto tempo.

Deseje-me boa sorte!