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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Todas as estrelas do céu

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Será que as estrelas são iguais em todos os céus?
Será que o luar daqui é igual ao luar de lá?
Se eu fizer um pedido para uma estrela cadente,
será que ele vai chegar?
Não sei onde você está,
mas tenho certeza que você pode me ouvir cantar.

E depois de todos os defeitos,
será que esse laço foi desfeito?
Não entendo,
mas sei que todos os meus erros foram perfeitos.
Um dia, talvez.
Quem sabe há um meio de fazer você perder o receio?

Toda noite eu olho esse luar, abro o peito e o meu chão desaba.
A lágrima cai, mas não dói, só aumenta.
Se esse chão é de concreto,
minhas nuvens são de papel.
E meu amor é infinito
como todas as estrelas do céu.


Starry night over the Rhone (1888) – Vincent van Gogh

domingo, 22 de agosto de 2010

Ao anoitecer

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Hoje ela acordou com vontade de levar sua vida para passear, mas o céu estava encoberto por uma estranha melancolia. Nenhuma das flores que ela regava com tanto empenho quis ver a luz do dia e hoje, nem o seu sorriso quis sair da toca. Resolveu banhar-se mas acabou se encobrindo de um lirismo lancinante. Não queria a melancolia, não queria o lirismo, não queria o lascivo. Buscava a tranquilidade de sua loucura como o sol beija o horizonte a cada entardecer. Quis ficar assim então: ela mesma. Sólida e atroz a qualquer mundo que possa existir lá fora. Só o que importava era o seu mundo. Era a imperatriz do seu reino de prata e nada poderia intervir. Fechou-se em copas e buscou pelo seu às de espadas, vermelho e destemido, bravo como Dartanhã, visionário como Dom Quixote. Ela corria e o vento girava cada vez mais rápido os moinhos de vento em sua cabeça. Quis sorrir e sorriu; quis chorar e chorou. E ao anoitecer caiu em um profundo sono. Novamente sonhava com o que tinha de melhor.